Na noite desta segunda-feira (9 de junho de 2025), o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente‑coronel Mauro Cid, prestou depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre a chamada “trama golpista” de 2022.
Principais pontos do depoimento
1. Pedido negado por Moraes
Após o depoimento inicial, a defesa de Cid solicitou dispensa das audiências seguintes. Moraes rejeitou o pedido, afirmando que a presença do delator nas demais oitivas é “medida indispensável à preservação do direito à ampla defesa e ao contraditório”
2. Confirmação da minuta golpista
Cid confirmou que esteve em reuniões com Bolsonaro e que foi apresentada uma “minuta” contendo planos para estado de sítio, prisão de autoridades e intervenção nas urnas. Bolsonaro teria “enxugado” o documento, deixando apenas a prisão de Alexandre de Moraes
3. Pressões e monitoramento
Confirmou que Bolsonaro fez pressão sobre as Forças Armadas e sobre o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, para mencionar supostas fraudes nas urnas. Relatou também que houve monitoramento de Moraes – cujo pedido teria partido do ex-presidente
4. Esquema de financiamento
Falou sobre repasse de recursos na forma de sacola de vinho, com destino a operações associadas ao golpe. Também mencionou pressão de setores do agronegócio para viabilizar ações concretas
5. Confronto na oitiva
Conforme análises de veículos como Gazeta do Povo, Moraes teria adotado postura incisiva, cobrando clareza e pressionando Cid a confirmar os fatos. Alguns analistas classificaram a condução como “insistência” para aderir à narrativa do relator
6. Repercussões políticas
Analistas observam a rapidez do processo – em poucos meses da denúncia até a fase de depoimentos –, sugerindo, para alguns, a intenção da Corte em encerrar o mais breve possível, devido ao impacto que o caso pode ter nas próximas eleições .
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Contextualização: traga detalhes sobre o avanço do processo – o depoimento de Cid, que abriu o ciclo de oitivas, representa marco importante na investigação do golpe.
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Narrativa central: destaque o que o depoimento confirma – a existência de um plano documentado e articulado, apoio financeiro e monitoramento de autoridades.
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Cena judicial: descreva o enfrentamento no Supremo, com postura firme de Moraes e a resistência da defesa.
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Relevância política: enfatize que a velocidade do processo e a gravidade das acusações têm repercussão direta no cenário eleitoral, além de acirrar o debate sobre atuação das Forças Armadas e do Judiciário.
O depoimento de Mauro Cid à noite foi fundamental para dar corpo às acusações da narrativa do golpe. Com a confirmação de minuta, pressões e monitoramento, seu relato sustenta a denúncia feita ao STF. O negado pedido de dispensa reforça o compromisso do relator com a menção de Cid em todos os depoimentos, garantindo sua participação crucial. O processo segue agora com os próximos depoentes, com Cantão aguardado para o dia seguinte.

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