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Domingo, 18 de Janeiro de 2026
Brasil Declara Apoio ao Chanceler do Suriname para Liderança da OEA

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Brasil Declara Apoio ao Chanceler do Suriname para Liderança da OEA

Países sul-americanos defendem candidatura de Albert Ramdin para comando da Organização dos Estados Americanos

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O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira (4) o apoio à candidatura do chanceler do Suriname, Albert Ramdin, ao cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). A decisão foi tomada em conjunto com os governos de Bolívia, Chile, Colômbia e Uruguai.

Criada em 1948 e sediada em Washington (EUA), a OEA tem como missão promover a integração e a cooperação entre os países do continente, além de atuar na prevenção de conflitos. A eleição para o novo secretário-geral está marcada para o dia 10 de março, e Ramdin disputará o cargo com o chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a escolha de Ramdin se baseia em sua ampla experiência diplomática, incluindo sua atuação anterior como secretário-geral adjunto da OEA. "O ministro Albert Ramdin está em uma posição privilegiada para enfrentar os desafios contemporâneos da região, trazendo uma nova perspectiva alinhada às aspirações do Caribe e da América como um todo", destacou o Itamaraty.

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Fortalecimento da Diplomacia Multilateral

Durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil tem enfatizado a importância do fortalecimento de organismos multilaterais, como o Mercosul e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), como espaços fundamentais para o diálogo e a cooperação entre as nações.

Em novembro de 2023, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, se reuniu com Albert Ramdin em Paramaribo para discutir estratégias de proteção da Amazônia. Além disso, no ano passado, Ramdin esteve em Brasília para debater investimentos nas áreas de energia e infraestrutura.

OEA e a Observação Eleitoral no Continente

A OEA também desempenha um papel fundamental na monitoria de eleições na região, atuando como observadora internacional.

Em 2022, por exemplo, a organização elogiou o processo eleitoral brasileiro, destacando a competência e solidez do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mesmo diante de um cenário de polarização e desinformação. Por outro lado, nas eleições presidenciais da Venezuela em julho do ano passado, a OEA denunciou um "esquema repressivo" conduzido pelo governo de Nicolás Maduro para manipular os resultados eleitorais.

A decisão do Brasil e de outros países sul-americanos em apoiar Ramdin reflete a busca por uma liderança na OEA que promova maior transparência e equilíbrio na região, fortalecendo a democracia e a cooperação continental.

FONTE/CRÉDITOS: Por Filipe Matoso, g1 e GloboNews — Brasília
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Marcelo Camargo Agência Brasil
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