Os professores da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (19), entrar em greve a partir da próxima terça-feira (25). A decisão foi tomada após a rejeição da proposta salarial apresentada pelo Governo do Estado, considerada “insatisfatória” pela categoria. A assembleia foi coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) e ocorreu no Centro Administrativo do Estado.
De acordo com Bruno Vital, coordenador do Sinte-RN, a greve será oficializada em uma Assembleia de Deflagração marcada para as 14h do dia 25 de fevereiro. A categoria rejeitou a oferta do governo, que previa um aumento salarial de 2% em março deste ano e 4,27% em dezembro de 2025, além da implantação do piso salarial para todos os profissionais, incluindo ativos e aposentados. A proposta havia sido elaborada com a participação do Ministério Público e do Tribunal de Justiça.
Em contraproposta, os professores exigem o pagamento integral do reajuste de 6,27% já no mês de março. A decisão pela greve reflete o descontentamento da categoria com as condições salariais e a falta de atendimento às suas demandas.
A greve deve impactar diretamente as atividades escolares em todo o estado, afetando milhares de estudantes e famílias. O Sinte-RN reforçou que a mobilização é uma medida necessária para pressionar o governo a atender às reivindicações dos profissionais da educação.
A categoria aguarda agora uma resposta do governo estadual, enquanto se prepara para formalizar a paralisação na próxima semana. A greve dos professores do RN se soma a uma série de mobilizações de trabalhadores da educação em todo o país, que buscam melhores condições salariais e de trabalho.
A decisão pela greve ocorre em um momento de tensão entre o governo e os servidores públicos, com diversas categorias reivindicando ajustes salariais e benefícios. O desfecho das negociações entre o governo e os professores ainda é incerto, mas a paralisação já está marcada para começar na próxima terça-feira, caso não haja um acordo satisfatório.

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