Os deputados estaduais do Rio Grande do Norte usaram a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (25), para discutir temas como saúde pública, infraestrutura rodoviária e questões políticas nacionais. O deputado Neilton Diógenes (PP) cobrou maior articulação entre os governos estadual e federal para melhorar a saúde no estado, destacando o aumento da arrecadação com o reajuste do ICMS e a necessidade de investimentos concretos no setor.
Diógenes criticou a subutilização do Hospital da Mulher, em Mossoró, inaugurado em 2022 com 163 leitos e previsão de 20 mil atendimentos anuais, mas que no último ano realizou apenas 7 mil atendimentos – cerca de 40% da capacidade. Ele também questionou a previsão do primeiro parto na unidade apenas para julho de 2025. “É inadmissível que uma estrutura de quase R$ 150 milhões não esteja funcionando plenamente”, afirmou.
O deputado Luiz Eduardo (SDD) chamou atenção para a precariedade das rodovias estaduais, destacando problemas estruturais em trechos como Lagoa D’Anta a Passa e Fica e a RN-233, que classificou como “um verdadeiro off-road”. Ele também cobrou providências para melhorar as condições das estradas entre Caicó e São José do Seridó (RN-288) e entre Cerro Corá e Bodó. Além disso, denunciou atrasos nos pagamentos de médicos dos hospitais Walfredo Gurgel, de Assu e do Hospital da Mulher em Mossoró.
O parlamentar ainda criticou o aumento do ICMS, em vigor desde 20 de março, alertando para os impactos nos preços de produtos essenciais. “Isso vai refletir no preço dos alimentos e dos combustíveis, atingindo diretamente a população mais carente. O governo precisa zerar o ICMS sobre a cesta básica”, defendeu.
No campo político, o deputado Coronel Azevedo (PL) criticou a condenação de Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão por pichar a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em Brasília. Ele classificou a sentença como “um dia triste para a democracia” e levou um batom ao plenário para simbolizar sua indignação. Segundo ele, a decisão teria viés político e faria parte de uma estratégia para afastar o ex-presidente Jair Bolsonaro das eleições de 2026.

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