O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou vista nesta segunda-feira (24), interrompendo por até 90 dias o julgamento de Débora Rodrigues dos Santos. Ela é acusada de vandalizar a estátua "A Justiça", localizada em frente à sede da Corte, durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A análise do caso havia começado na última sexta-feira, com o relator Alexandre de Moraes votando por uma pena de 14 anos de prisão, decisão acompanhada pelo ministro Flávio Dino. Moraes determinou que 12 anos e 6 meses da pena sejam cumpridos em regime fechado, enquanto o restante, 1 ano e 6 meses, poderá ser cumprido em regime aberto.
Além da pena de prisão, Moraes propôs multa de aproximadamente R$ 50 mil e indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. Ele argumentou que Débora estava claramente envolvida na ação criminosa, conforme registrado em vídeos divulgados pela imprensa.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Débora em julho de 2024 por crimes como associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e deterioração de patrimônio tombado. Em agosto, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia por unanimidade.
Débora está presa desde março de 2023, após ser alvo da 8ª fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, que investiga participantes e financiadores dos atos de 8 de janeiro.

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